terça-feira, 14 de outubro de 2008


A PREVENÇÃO COMEÇA EM CASA!!

Pessoas, nos mais diferentes lugares, em cidades consideradas pacatas, em famílias ditas ´equilibradas´, são surpreendidas pela violência promovida pelas drogas. Adolescentes e jovens, na ilusão do prazer, com a vontade de descobrir e de sentir ´novas sensações´, são facilmente tragados por substâncias que têm a capacidade de transformá-los em verdadeiros escravos e ainda levá-los a praticar atos violentos, dentro e fora de casa.

A Palavra de Deus nos diz "Os loucos não pararão à tua vista; aborreces a todos os que praticam a maldade." Salmo 5:5.Estes loucos são os que se envolvem principalmente com drogas, e não os doentes mentais que sofrem por uma debilidade humana.

A grande oferta de drogas e a difícil missão dos órgãos repressores em coibir ações criminosas de compra e venda dessas substâncias, muito contribui para a proliferação desse mal, porém isto não é motivo para afastar-se de Deus e de seus ensinamentos.

A falta de perspectiva do jovem num mundo de concorrência infernal, valores invertidos, desinformação, desigualdade social, ausência de referenciais positivos também contribuem.
A família é a maior sofredora e a maior perdedora nessa guerra. O lar é o ambiente ideal para se promover a prevenção. Acredito que a saída está na construção de relações fortes, diálogo, troca de informações, interesse no outro, criação de oportunidades para uma maior aproximação entre as pessoas, a começar em casa. É uma luta de todos nós!

Portanto meu caríssimo jovem reflita, e, corra agora mesmo para os braços do Senhor Jesus Cristo, antes que seja tarde demais e diga uma vez por todas, "Drogas na minha vida NÃO!!!! e o SANGUE DE JESUS TEM PODER!!!."

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Primeira Página
AES vai exercer direito a ações da Brasiliana
Prisão de Dantas e Dorio abala Opportunity

Editorial
Ministros tentam mais uma vez salvar Doha

Opinião
Cartas de leitores
Obstáculos ao acordo sobre o clima :: Martin Wolf
Pobre economia :: João Saboia

Colunas
Célia de Gouvêa Franco
Edward Amadeo
Cláudio Gonçalves Couto
Luiz Sérgio Guimarães
Daniele Camba

Política
CCJ do Senado aprova projeto que torna condenados inelegíveis
Paulinho defende-se no Conselho
Curtas
Senado aprova conselheiros, mas adia decisão sobre presidente do Cade

Brasil
PF prende Daniel Dantas por formação de quadrilha
Para polícia, Nahas montou um banco particular
Advogado de banqueiro tenta "habeas corpus" no STF
Operação atinge poupados na lista dos 40 do mensalão
Alta do petróleo faz superávit comercial do Brasil com países árabes virar déficit
Áreas de meio ambiente e energia voltam a divergir
Começa a faltar gasolina e álcool em postos do NE
Curtas
Greve paralisa 35% dos carteiros, diz ECT
Operação põe em xeque futuro do Opportunity
Acordo de venda da BrT para a Oi deve ser mantido, avaliam analistas
Palácio descarta nova crise e evita politizar a operação da Polícia Federal
Produtividade tem alta de 4,27%
Emprego mostra estabilidade
Redução de ICMS deve elevar em 15% receita de fabricante de resina

Internacional
G-5 rejeita culpa pela alta de preço de alimentos
Lula e Bush vão discutir hoje a rodada de Doha
Brasil proporá selo para o etanol
Bush aceita corte de emissão só para 2050
Ministro renuncia após Equador intervir em TVs
Combustível caro reduz demanda na Ásia

Especial
Governo usou crise para mudar a Anac, acusa ex-diretora
Ministério vai divulgar plano para aviação civil
Gargalos na infra-estrutura pressionam tarifas, diz Zuanazzi

Empresas & Tecnologia
AES quer ficar com o controle da Brasiliana
Copasa tenta reduzir consumo interno
Barril do petróleo acumula queda de US$ 9 em dois dias
Curta
BNDES aprova crédito para rede do Cencosud
Usiminas revisa e acelera seu plano de investimento
Vale adquire 836 vagões de carga da Iochpe Maxion
VarigLog perde franqueados em meio a disputa de sócios

Tecnologia & Telecomunicações
Brasil é prioridade no Bric, diz executiva

Carreira
Brasileiro vai para equipe da Fórmula 1

Finanças
"Habeas corpus" de Cacciola entra no STF

Investimentos
Acionista valorizado
Executivos buscam saída para a Agrenco

Legislação & Tributos
A reforma tributária e o 'superimposto' :: Henry Lummertz
Licitações já têm novas regras em quatro Estados e dois municípios

Agronegócios
"Mais Alimentos" estimula setor de máquinas agrícolas
Brasil venderá manga Kent ao Japão
Conab e IBGE reduzem projeção, mas atestam safra recorde
Saldo da balança do agronegócio atinge US$ 28 bi
Demanda por etanol elevará a produção de cana no Brasil
Curtas
Medidas do governo visam áreas de proteção
Reservas extrativistas sucumbem à força da pecuária na Amazônia

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Valor Econômico

Políticos são contra uma nova estatal
Daniel Rittner

Parlamentares da oposição condenaram a idéia do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, de criar uma nova estatal para administrar as reservas petrolíferas da camada pré-sal. O senador Aloizio Mercadante (PT-SP), presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e que pretende fazer uma proposta de mudança da tributação sobre a indústria do petróleo, também é contra a idéia. Lobão defendeu o regime de partilha da produção para o pré-sal, com a criação de uma empresa 100% da União para receber os recursos oriundos da exploração das descobertas.

"É uma idéia louca", reagiu o deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA). Ele prefere manter o modelo de concessões, que permitiu ao país praticamente alcançar sua auto-suficiência, conforme lembrou. "A Petrobras é uma companhia que tem história e fará o papel de uma petroleira. Invenções desse tipo (uma nova estatal) são para criar mais emprego e mais fontes de desvio de dinheiro público."

Procurado, Mercadante evitou comentar as declarações do ministro. No início do mês, porém, manifestou-se publicamente contra a hipótese de uma nova estatal do petróleo - então uma especulação. "Não vejo nenhum sentido em propostas do tipo", afirmou o senador, durante audiência pública na CAE, que ouviu o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, e o diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Haroldo Lima. "Não há uma saída para essa discussão que não passe pela Petrobras."

Mercadante, porém, defendeu maior rigor sobre as petrolíferas para o recolhimento de tributos. De janeiro a março de 2008, segundo levantamento do senador, apenas 14 das 74 plataformas marítimas e 6 das 179 plataformas em terra pagaram participações especiais - tributo específico sobre campos de alta produtividade. A maior tributação incidiu sobre o campo de Marlim e o valor ainda ficou distante do limite de 40% permitido hoje - foi de 31,2%. Na média, a PE alcançou 18,05%.

Para o deputado Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB-ES), presidente do Instituto Teotônio Vilela, acabar com o regime de concessões é "um tiro no pé". Ele considera inadequado o argumento - frisado por Gabrielli - de que a partilha de produção permite controle maior do Estado sobre o ritmo de exploração das reservas do pré-sal. Segundo o parlamentar, isso pode ser feito com a dosagem das futuras licitações, dentro de um regime de concessões. À medida que o governo desejar acelerar ou frear a exploração - para aumentar os ingressos com exportações ou diminuir o risco de doença holandesa, por exemplo -, pode colocar novos blocos à venda ou interromper os leilões. "O governo poderia dar autorizações específicas para licitar campos no pré-sal", disse.

Vellozo Lucas afirmou que o modelo atual é de "absoluto sucesso" e permitiu a arrecadação de R$ 91 bilhões, em royalties e participações especiais, desde que foi introduzido, em 1997, com a atual Lei do Petróleo. Ele defendeu a retomada das licitações da ANP, canceladas após a descoberta de Tupi, no fim do ano passado.

"Agora, que descobrimos mais petróleo, vamos parar de licitar? Se essa for a decisão, os investimentos vão cair."

Para o deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP), que também apregoou a retomada da 8ª Rodada da ANP, esse atraso e a falta de investimentos pode surtir efeitos no médio prazo. "A 8ª Rodada tem que ser retomada e temos outros campos, fora da camada do pré-sal, que precisam ser colocados em licitação. Tupi foi leiloado em 2000 e só agora apresenta resultados", disse Jardim.

O parlamentar rejeitou a idéia de Lobão. A Comissão de Minas e Energia tentará ouvir o ministro sobre o assunto. "O ministro começa a discussão pelo lado errado", afirmou o deputado. Segundo ele, a primeira tarefa é identificar se o pré-sal constitui uma camada única - do Rio de Janeiro a Santa Catarina - ou se tem blocos fragmentos. Isso é decisivo, na opinião de Jardim, para determinar como deverá ser feita sua exploração. "Estamos pondo a carroça na frente dos bois."
Valor Econômico

Para advogados, ANP tem poderes para administrar modelo de partilha
Marta Watanabe

A idéia de criar uma estatal para administrar as licitações e contratações para a exploração de petróleo na área do pré-sal é a que desperta mais preocupações entre as propostas mencionadas pelo ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, em entrevista ao Valor. Responsável por elaborar um novo modelo de exploração de petróleo no país, o ministro adiantou algumas das propostas que devem constar de um estudo a ser concluído dentro de 60 dias.

O ministro defende o modelo de partilha de produção na camada pré-sal, com a criação de uma estatal que teria a incumbência de licitar ou contratar as petrolíferas. Atualmente o modelo usado para exploração do óleo no Brasil é o de concessão. Especialistas ouvidos pelo Valor consideram desnecessária a mudança de modelo e acreditam que a criação de uma estatal tiraria a transparência e credibilidade dos processos.

"Acredito que a proposta de mudar a concessão para a partilha surgiu em razão da preocupação do governo de perder o controle da produção da áreas do pré-sal", diz Guilherme Vinhas, do Vinhas Advogados. Uma das grandes diferenças entre a concessão e a partilha, explica, é que no primeiro modelo o explorador torna-se o proprietário do petróleo encontrado ao passo que na partilha o explorador é remunerado com parte do petróleo. "Existe uma preocupação do governo em garantir o abastecimento interno no futuro, mas eu acredito que isso possa ser resolvido por meio de mudanças em contratos dentro do modelo de concessão. É possível garantir a venda ao mercado interno do petróleo em algumas situações ou até que o Brasil realmente atinja a auto-suficiência, por exemplo."

"O modelo existente hoje no Brasil é aceito e respeitado internacionalmente. Não há razão para alterá-lo", concorda Sonia Agel, ex-procuradora-geral da ANP e sócia do Schmidt, Valois, Miranda, Ferreira & Agel Advogados. Para o advogado Roberto Carrero, do Veirano Advogados, o modelo de partilha garantiria a participação da Petrobras em todos os blocos dos novos campos. Ele explica, porém, que a partilha não significa necessariamente modernização da atual forma de exploração, mas sim a aplicação de um modelo que talvez seja mais adequado à exploração da área do pré-sal.

Os três especialistas, porém, consideram desnecessária a criação da estatal. "Essa nova empresa entraria em conflito com a ANP", declara Sonia, referindo-se à Agência Nacional de Petróleo. "A agência fiscaliza, regula o mercado e já conta com credibilidade. Ela poderia muito bem fazer o papel de licitar os campos do pré-sal", defende Carrero. Para Vinhas, dependendo da eventual nova estrutura, a participação da estatal pode ser questionada com base na atual Constituição Federal. Isso porque sua participação no processo resultaria, na prática, em limitação de áreas de exploração pelo Estado.
Primeira Página
Reajuste salarial continua acima da inflação em 2008
Novo modelo traria riscos, diz Petrobras

Editorial
Baixa taxa de poupança alimenta o déficit externo

Opinião
O retrovisor, o pãozinho e a política monetária :: Igor Barenboim e Arthur Carvalho Filho

Colunas
Sergio Leo
Fabio Giambiagi
Fábio Wanderley Reis
Luiz Sérgio Guimarães
Daniele Camba

Política
Governo lança programa que equipa professores com computadores
Em Florianópolis, adversários prevêem 2º turno
No ninho
Lula domina lançamento de Marta em SP
Rio terá oito candidatos com visibilidade eleitoral
PSB oficializa Márcio Lacerda e aliança com o PT em Belo Horizonte
PCdoB conta com dissidência petista para incomodar chapa pessebista

Brasil
Brasil fecha acordo de serviços com o Chile
Índia exige mais proteção agrícola
Curtas
Governo de SP discute brecha para leiloar Cesp
Investimento federal cresce, mas ainda é baixo em relação ao PIB
Modelo proposto por Lobão é inadequado à Petrobras, diz Gabrielli
Dilma quer mudança em pagamento de royalties
Para mercado, papéis não serão afetados
No Brasil, ministro da Economia japonês discute parcerias
Nova tributação do setor de bebidas vale a partir de 2009
Políticos são contra uma nova estatal
Empresas temem paralisação nos negócios
Para advogados, ANP tem poderes para administrar modelo de partilha

Internacional
Desmatamento cresce mais rápido nos países andinos
Suíça passa a comprar apenas etanol certificado

Especial
Ganhos reais diminuem com alta da inflação
Negociações ficam mais complicadas

Empresas & Tecnologia
Agfa investe US$ 20 mi no Brasil
Espanhóis dão o tom, outra vez, no leilão de transmissão
Acordo aumenta vôos entre Brasil e Estados Unidos
Logística dificulta crescimento da Ford na BA
Preço do petróleo reflete incertezas da economia

Finanças
Banco Mercantil tem perspectiva rebaixada
Banrisul diz que denúncia não afeta bons resultados do banco
Receita de apostas deve crescer 11% este ano
Sindicato diz que lojas estão no vermelho e quer repasse maior
MP amplia utilização de reais no exterior
Malotes inteligentes inibem os assaltos

Investimentos
Agrenco vale mais na Bovespa do que Dreyfus pagará
Brasileiras sobem no Global 500 do "Financial Times"
Fundos terão empréstimo para oferta da Vale
Colegiado da CVM libera uso de internet para assembléias

Legislação & Tributos
Cobrança unificada deve aumentar arrecadação judicial de autarquias
Entrave no Ibama é fase administrativa
Fazenda e contribuintes debatem normas para a emissão de CNDs
O STF e o valor da compensação ambiental
TST pode mudar base de cálculo para adicional de insalubridade

Agronegócios
Álcool combustível avança no Nordeste
Curtas
Preços agrícolas voltam a subir em SP

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Primeira Página
Mercosul se desentende na Rodada Doha
Banco Central aponta risco de inflação subir além do previsto

Editorial
Pressa, improvisação e suspeitas na venda da Varig

Opinião
Meta de inflação: o necessário aperfeiçoamento :: Eduardo Strachman
As concessionárias e a Justiça trabalhista :: Gustavo Justino de Oliveira

Colunas
Eliana Cardoso
Antonio Prado
Maria Inês Nassif
Luiz Sérgio Guimarães
Daniele Camba

Política
Cabral e Cesar Maia disputam Providência
Petistas da Assembléia gaúcha pedem indiciamento de Yeda em CPI do Detran
Promotor sugere ilegalidade do MST e divide Ministério Público do RS
Câmara aprova lei que é uma das principais bandeiras eleitorais de Marta
Haddad contesta manipulação política do Ideb
Para Ibope, petista mantém liderança em São Paulo
Obras faraônicas não convencem mais, dizem especialistas
FHC vela Ruth ao lado de Lula
Frases

Brasil
Aperto em estatais e corte de R$ 8 bi no Orçamento garantem fundo soberano
Lei amplia ação contra importação subfaturada
Desemprego fica estável em São Paulo
Grandes indústrias contratam mais
Lamy marca reunião ministerial, mas Mercosul racha de novo
UE defende "soberania responsável" para Amazônia
Para o Brasil, argentinos agem "politicamente"
Lula cobra planos de integração
Pesquisa mostra queda na confiança do consumidor
Riscos inflacionários subiram, aponta BC
Índice mostra que reajustes estão mais disseminados
Investimento em relação ao PIB precisa crescer

Especial
Economia comportamental influencia idéias de Obama
Governos têm de ajudar as pessoas a decidir, diz Thaler
Pesquisa dá vantagem de 15 pontos para Obama

Empresas & Tecnologia
Bancos lançam índice futuro para minério
Braskem renova frota e aluga quatro cargueiros
Cade aprova compra da Varig pela Gol
Para Anac, decisão foi benéfica à competição
Fusão permite reduzir custos e perdas
Curta
Cade impede AmBev de ampliar uso de garrafa de 630 ml
ONGs questionam projeto de hidrelétrica
Petróleo recua e LME rechaça controle de preços
Fábrica da Toyota será em São Paulo
Há 50 anos no Brasil, Toyota entra em nova fase

Tecnologia & Telecomunicações
Na área de inovação, sobram recursos e faltam projetos

Finanças
Caixa negocia com governo a primeira emissão de CRI
Daycoval expande o "middle" com repasses do BNDES
Depósitos judiciais são alvo de disputa
Ex-sócios do Liberal vão recorrer de inabilitação
Cacciola perde na Justiça e pode ser extraditado em julho
Marítima quer captar R$ 400 milhões

Investimentos
Agrenco doou R$ 1,2 milhão a políticos de Santa Catarina
Diretor da Agrenco comandava esquema
Dreyfus fecha acordo para assumir Agrenco
Minoritário entre a cruz e a caldeirinha
Mercado alimenta produção
Morgan Stanley prevê juro maior e crescimento menor
Países emergentes têm o que ensinar, diz especialista
Reajuste em SP reitera CCR e OHL como ações defensivas

Legislação & Tributos
Câmara aprova projeto que altera ação penal e muda prisão preventiva
INSS começa em breve a cobrar empresas por benefícios pagos
Lei que limita exigência de experiência é fiscalizada

Agronegócios
'Caso Braspelco' afeta Bertin e BNDES
Brasil volta a aceitar frutas chilenas, mas nega barganha
Carne argentina perde mercado
Estomatite vesicular no norte goiano
Pedido de bloqueio não preocupa JBS
Governo tenta ampliar lista para a UE
Shell ratifica interesse em etanol de cana
Para Coca, biocombustível brasileiro é sustentável
Apesar das críticas, Europa e EUA importam mais álcool nesta safra

segunda-feira, 23 de junho de 2008

VALOR ECONÔMICO

- Nova lei contábil eleva a taxação de empresas

A nova lei contábil, que já está em vigor para os balanços deste ano, vai elevar a carga tributária sobre as empresas caso seja mantida interpretação da Receita Federal. As subvenções de investimentos e os incentivos fiscais, que até os balanços de 2007 eram benefícios registrados no patrimônio e não passavam pelo resultado das companhias, agora serão incluídos no lucro e ficarão sujeitos à cobrança de 34% de Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido.

Essa decisão de tributar incentivos fiscais está explícita em resposta da Superintendência da Receita Federal do Rio Grande do Sul a uma consulta feita por uma empresa gaúcha, publicada ontem no Diário Oficial da União. Ela derruba a crença na ausência de impacto tributário, que foi um dos pilares da reforma da legislação contábil brasileira para adaptá-la aos padrões internacionais.

A dúvida da companhia, em sua consulta à Receita, era sobre a inclusão dos valores incentivados no lucro que serve como base de cálculo dos impostos. A Receita respondeu que a operação não se trata de ajuste meramente contábil. "Com a mudança da legislação, não há mais nenhum dispositivo que garanta a exclusão das doações e dos incentivos da base de cálculo do IR", disse Vera Lúcia Ribeiro Conde, chefe da divisão de tributação da Receita Federal no Rio Grande do Sul. Ela informa que a fiscalização gaúcha vai exigir o pagamento do IR sobre os incentivos fiscais a partir de 1º de janeiro deste ano e essa interpretação será mantida até que haja uma manifestação da coordenação da Receita, em Brasília.

Esse entendimento do Fisco abre precedente para novas taxações com base na nova lei. Entre elas estão o leasing, os prêmios no lançamento de debêntures e a amortização de ágios, operações que podem resultar em aumento do lucro.

Especialistas em tributação acreditam que a interpretação da Receita não será aceita de forma pacífica pelas empresas, porque durante as discussões da nova lei sempre houve a garantia de que não haveria impacto fiscal. O vice-presidente da Associação Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca), Alfred Plöger, disse que o compromisso com a neutralidade fiscal determinou o apoio da associação à reforma. "Eu estava lá [na presidência da Abrasca] na época dessa discussão e deixei isso muito claro." (Págs. 1 e D1)

- Por só dois votos além do mínimo exigido, a Câmara dos Deputados aprovou ontem a recriação da Contribuição Social para a Saúde, nova versão da CPMF, extinta pelo Congresso há seis meses. O texto, que regulamenta a Emenda Constitucional nº 29, precisava de 257 votos favoráveis e teve 259, com 159 votos contrários e duas abstenções. A CSS terá alíquota de 0,1% e vigência a partir de janeiro de 2009.

Como o texto começou a tramitar no Senado e foi completamente modificado pelos deputados, os senadores terão de dar a última palavra sobre a proposta. Serão necessários 41 votos para sua aprovação.

A CSS foi encomendada pelo governo federal aos líderes do governo na Câmara e incluída no projeto de regulamentação da Emenda nº 29, que obriga União, Estados e municípios a repassarem mais recursos para a Saúde.

O deputado Pepe Vargas (PT-RS) foi o autor do relatório final que prevaleceu na votação de ontem na Câmara. O texto descaracterizou a proposta original, do senador Tião Viana (PT-AC), aprovada de forma unânime no Senado há pouco mais de um mês. Os senadores fixaram em 10% da receita corrente bruta o total de recursos a serem investidos pela União na Saúde. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, então, avisou aos deputados que vetaria o projeto caso não fosse aprovada uma fonte de recursos. Foi a deixa para a volta da CPMF. (Págs. 1 e A5)

- Um exame atento do potencial petrolífero do pré-sal já apontou um problema: reservas gigantescas se estendem por diferentes blocos já concedidos para diferentes empresas privadas e, em alguns casos, para áreas que são da União, que não foram licitadas.

As empresas que receberam a concessão desses campos terão de chegar a um acordo sobre o projeto de desenvolvimento da produção de petróleo e gás no local, assim como os investimentos, para impedir que uma companhia "drene" a reserva de outro bloco - a "unitização", no jargão do mercado.

A empresa High Resolution Technology & Petroleum (HRT), especializada em pesquisa de sistemas petrolíferos, fez um mapa que permitiu o cálculo das reservas e a localização de estruturas do pré-sal nas bacias do Espírito Santo, Campos e Santos. O mapa indica que próximo à área de Tupi há outro reservatório gigante que faz parte de um sistema petrolífero único, apelidado de "Pão de Açúcar". Foram encontrados os reservatórios ainda não declarados comerciais de Caramba, Bem-Te-Vi, Carioca e Guará, todos operados pela Petrobras. Um bloco vizinho, o BM-S-22, é operado pela Exxon (40%), tendo como sócias Hess (40%) e Petrobras (20%). O bloco estaria quase todo no Pão de Açúcar, segundo a HRT. (Págs. 1 e A16)

- Maria Inês Nassif: erra quem aposta no declínio da bancada ruralista. (Págs. 1 e A5)

- Eliana Cardoso: a medida mais extraordinária adotada pelo Chile foi a política fiscal anticíclica. (Págs. 1 e A2)

- Argentina e Índia articulam uma resistência aos esforços do Brasil para facilitar um acordo na Rodada Doha da Organização Mundial de Comércio (OMC). O sócio no Mercosul está incomodado com a disposição dos empresários e do governo brasileiro em fazer maiores concessões, e buscou apoio dos indianos. Em conversar reservadas, os argentinos se queixam que o Brasil está se "afastando" da posição de defesa dos países em desenvolvimento, que até recentemente rejeitavam maiores avanços na derrubada de tarifas de produtos industriais.

Ontem, em Buenos Aires, o negociador argentino, Alfredo Chiaradia, e o secretário de Comércio da Índia, Gopal Pillai, divulgaram nota conjunta com fortes críticas aos textos preliminares da OMC, classificados pelo ministro brasileiro, Celso Amorim, como "uma boa base" para as negociações. (Págs. 1 e A2)

- A Quattor, nome definitivo da provisória Companhia Petroquímica do Sudeste (CPS), conclui até o fim do ano investimento de R$ 2 bilhões para ampliar sua produção de matérias-primas para fabricação de plásticos nas unidades de São Paulo e do Rio. "Estamos no momento mais crítico: o máximo investimento sem nenhum adicional de geração de caixa nos últimos 12 anos", diz Vítor Mallmann, presidente da empresa. Resultado da combinação dos ativos de Unipar e Petrobras, a Quattor surge com o desafio de ser a ponta-de-lança do setor privado no Complexo Petroquímico do Rio, o maior projeto industrial em gestação no Brasil, avaliado em quase US$ 10 bilhões. (Págs. 1 e B1)

- A InBev apresentou ontem uma oferta hostil de US$ 46,3 bilhões para comprar a Anheuser-Busch. A transação pode colocar a emblemática cervejaria americana, de 150 anos, nas mãos do gigantesco grupo belgo-brasileiro. A proposta, de US$ 65 por ação, inclui ágio de 24% sobre o preço de mercado da cervejaria em 22 de maio, dia anterior ao surgimento da notícia de que a InBev tinha interesse na aquisição. As ações da Anheuser sobem há meses, em razão de especulações sobre a transação. O preço oferecido representa ágio de 40% em relação ao valor das ações antes do início dos rumores. A Anheuser informou que seu conselho defenderá o "melhor interesse dos acionistas" e que tomará uma decisão "no devido tempo". (Págs. 1 e D3)

- As editoras de livros didáticos correm contra o tempo para apresentar edições com as alterações previstas no Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. As novas regras se tornarão obrigatórias em 2010, mas as empresas têm de apresentar até o dia 4 de julho os livros já adaptados ao Ministério da Educação, para participar dos programas governamentais, que registraram compras de R$ 882 milhões em 2007. As próprias mudanças criam dúvidas e, por isso, o governo aceitou que o uso incorreto de novas regras não seja um item eliminatório na licitação. O acordo modifica apenas 0,4% do vocabulário brasileiro. (Págs. 1 e B6)

- França e Itália formam frente protecionista para pressionar Doha. (Págs. 1 e A13)

- A inflação oficial, medida pelo IPCA, apresentou alta de 0,79% em maio, a mais elevada para o mês desde 1996, puxada pelos preços dos alimentos. No acumulado do ano, o indicador já registra aumento de 2,88% e 5,58% em 12 meses. (Págs. 1 e A3)

- Nos últimos três anos, a participação das exportações na produção industrial brasileira ficou praticamente estagnada em 21,5%, interrompendo um processo iniciado em 1996, quando esse percentual era de 10,6%. (Págs. 1 e A3)

- Em algumas semanas, o Ministério da Justiça deverá publicar uma série de normas para o setor de telemarketing. O texto inicial prevê 27 procedimentos, como o tempo máximo de espera de um minuto. (Págs. 1 e B4)

- A Cemig inicia em breve a automação de seu parque gerador. Em quatro anos, 30 das 57 hidrelétricas serão controladas remotamente a partir da sede, em Belo Horizonte. (Págs. 1 e B12)

- Aumento das projeções para a produção de grãos e alta nos preços das commodities levam o Ministério da Agricultura a revisar a estimativa para a renda agrícola (da porteira para dentro) das 20 principais lavouras do país, que deve chegar a R$ 153,4 bilhões. (Págs. 1 e B16)

- O crédito consignado - que nos últimos anos liderou a expansão dos financiamentos, ao lado dos veículos - começa a crescer a taxas mais conservadoras. Em 12 meses, avançou 29% abaixo dos 34% do crédito total para pessoas físicas. (Págs. 1 e C1)